Editora: Lexia
Páginas: 359
Avaliação:
Avaliação:

Tudo bem, estou devendo resenhas faz
ERAS. Mas nessa correria de "lançar" livro (não teve lançamento
oficial, mas to correndo atrás de vender, né) acabei deixando de lado.
Admito, também rola uma preguicinha.
(VALEI-ME SENHOR A BUNNY COM PREGUIÇA
DE ESCREVER)
Opa, escrever RESENHA.
Mas vamos lá. O livro que vou
resenhar hoje é o que tem menos romance, porque é dia dos namorados e eu tô
enjoada de romance por hoje (e não é nem meio-dia, enquanto escrevo isso).
Vamos de um livro que tem mais ação e pás.
Recebi o livro Guardians 1 pra ler em
um booktour promovido pela autora (acho que tá rolando mais um booktour, vai
lá) e o livro chegou pra mim quando eu estava naquele período de "mimimi
não quero blogar". Assim como livro da Luene (que resenho em seguida,
Lu!). Ma'vam'devagar.
Guardians tem essa vibe meio
Cavaleiros do Zodíaco, e a ilustração de capa e algumas ilustrações internas
são em estilo mangá. Meu primeiro pensamento - ó o preconceito literário - é
que teria uma pegada mais infantil. Engano meu. É muita ação num livro só.
A protagonista, tecnicamente, é a
Anne, uma brasileira, já adulta, que vive uma vida de princesa na torre - super
rica e bem educada, mas não tem ideia de como funciona o mundo lá fora. A
história começa quando dois guardiões caem de para-quedas na casa dela (não
literalmente) logo depois de ela ser atacada por um youkai (um demônio de outra
dimensão). Eles explicam para ela que, hey, surpresa, ela é uma guardiã e eles
tem todos que correr para o Japão (!!!) para fechar a barreira entre o mundo
humano e o mundo dos youkai, antes que mais deles venham tocar o terror do lado
de cá.
Bom, tudo no susto. Como eu disse,
muita ação. Não simpatizei de cara com a Anne, minha favorita era a Shermine
Shermie. Quando eles chegam ao Japão vamos, aos poucos, conhecendo os outros
guardiões, de outros signos. São 12 no total (um pra cada signo, duh) e também
tem a Sophie, que era a antiga guardiã de Áries (meu signo yay), da geração
anterior de guardiões, que serve de "guia" da nova geração.
Vou confessar que a princípio fiquei
um pouco desorientada com o livro. Quando um livro tem muitos personagens,
minha tendência é ter vontade de pular páginas - até porque, o livro varia os
pontos de vista, de um personagem para outro. E eu ficava querendo pular logo
pro ponto de vista dos meus personagens preferidos :p
Mas isso tudo acaba sendo bem
relevante porque, desde que a Anne chega no Japão, você percebe que tem algo
errado na parada. Quando estamos vendo as coisas pelo ponto de vista da Sophie,
ela dá informações que não condizem com o ponto de vista dos guardiões. Cheguei
a voltar umas páginas, porque não fazia sentido. Ela insiste em desprezar a
Anne e dizer pelas costas dos guardiões - exceto o seu namorado, que certamente
sabe de alguma coisa - que aquela menina obviamente não é a Guardiã de Câncer,
como alega. Sophie, aliás, não é como um baú de segredos, ela é um contêiner de
segredos. Sua filha, Hikari, tenta a todo custo entender as atitudes esquisitas
da mãe, mas no meio de todos esses dramas familiares (tem um bocado de dramas amorosos no livro
também, apesar do que eu disse antes) ninguém tem exatamente tempo sobrando
para terapia: o portal do mundo youkai está se abrindo cada vez mais e eles não
tem mais tempo de se preparar e nem de esperar que a energia das novatas
desperte.
Bom, eu acho que eu até sei qual é -
opa, quais são - os grandes segredos da Sophie que podem desandar a missão dos
Guardiões, mas a Luciane fez a coisa de um jeito que eu não tenho mais certeza
de nada. Ela dá um monte de pistas, mas ao mesmo tempo, fiquei me perguntando
se aquilo fazia sentido. E como eu disse - quando você menos espera, quando
você está lá, preocupado com o andamento de algum drama dos guardiões, de
repente, BAM, ataque youkai. Isso só mostra que a barreira está se abrindo cada
vez mais, o tempo está diminuindo e os guardiões ainda não resolveram os
problemas entre si o suficiente para que consigam trabalhar em equipe para
fechar a barreira.
(Notem que até minha resenha está em
ritmo acelerado - eu escrevo isso sacudindo os pés sem parar. Eu li o livro
todo nesse empolgação.)
Enfim, não tem muito mais o que eu
possa dizer sem dar spoiler. Minha vontade É de dar spoiler, esse foi o tipo do
livro que li e fiquei me roendo pra comentar com alguém que tivesse lido.
Bom, essa resenha está enorme então
aqui vai o "tl;dr": vale muito a pena e o final vai te deixar se
roendo pra ler o próximo. A história vai te dando elementos para criar teorias
e de repente você vê que não tem páginas suficientes para terminar a história E
revelar todos os segredos (claro que não, é uma saga). Eu só tô esperando
acalmar a tormenta das contas pra comprar o meu.
Ok, por hoje é isso, desculpem a
resenha enorme (Sorry, not sorry). Logo volto com a resenha de
Instituição para Jovens Prodígios - A Seleção, e mais notícias sobre meu livro
também.
Ah, final thought: se alguém quiser
comprar meu livro de contos, Disturbia, na minha mão, ele sai por 25 reais sem
frete e vai autografado ;)
3 comentários:
Eu li esse livro essa semana e não gostei muito. Achei a personagem principal bem chata e acabei me apegando pelos secundários. O livro é cheio de furos na questão do tempo, eles tem 3 meses para fechar a barreira e depois 7 e dai o desfecho fica para o próximo. o.O
Sem contar que o numero de personagens foi mal elaborado, são muitos pra detalhar cada um. Não lerei os outros livros da trilogia. :/
Bjs, @dnisin
www.seja-cult.com
Ouço todo mundo falando coisas negativas sobre esse livro para ser sincero, e a capa dele é legal, mas talvez não agora no momento.
http://realidadecaotica.blogspot.com.br/
Só conhecia de capa, mas: fiquei curioso depois de sua resenha, Ms. Boltão. Bastante curioso mesmo. Comprarei. Não sei quando, mas o farei. Obrigado pela indicação e: que saudades que eu tava disso aqui!
Assim me despeço, com a promessa de voltar.
E como há braços, abraços.
Caleb Henrique - Viajante Literário
Postar um comentário