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terça-feira, 13 de novembro de 2012

O Ladrão de Raios - Rick Riordan


Título Original: The Lightning Thief
Ano: 2008
Editora: Intrínseca
Páginas: 400
Avaliação: 

Primeiro volume da saga Percy Jackson e os olimpianos, O ladrão de raios esteve entre os primeiros lugares na lista das séries mais vendidas do The New York Times. O autor conjuga lendas da mitologia grega com aventuras no século XXI. Nelas, os deuses do Olimpo continuam vivos, ainda se apaixonam por mortais e geram filhos metade deuses, metade humanos, como os heróis da Grécia antiga. Marcados pelo destino, eles dificilmente passam da adolescência. Poucos conseguem descobrir sua identidade.

O garoto-problema Percy Jackson é um deles. Tem experiências estranhas em que deuses e monstros mitológicos parecem saltar das páginas dos livros direto para a sua vida. Pior que isso: algumas dessas criaturas estão bastante irritadas. Um artefato precioso foi roubado do Monte Olimpo e Percy é o principal suspeito. Para restaurar a paz, ele e seus amigos - jovens heróis modernos - terão de fazer mais do que capturar o verdadeiro ladrão: precisam elucidar uma traição mais ameaçadora que a fúria dos deuses.

Esse livro ficou um bom tempo esperando a leitura, não sei bem dizer o porquê. Bom, até sei - a fila grande e só o que eu fazia era comprar mais livros, então a Kemy me empresta a série toda praticamente e eu fiquei tipo "wut?" e resolvi terminar os livros que vinham antes na fila.
Pois lhes digo uma coisa: como fiquei tanto tempo sem ler Percy Jackson, minha gente?

Pra quem ainda não teve a alegria de conhecer essa série, aqui vai: Percy Jackson estudou em seis escolas diferentes nos últimos seis anos. Ele não sabe explicar o porquê. Não é que ele não admita que é um bocado esquentado. Mas as coisas simplesmente acontecem à volta dele.
Essa foi a primeira indicação que tive de porque Percy Jackson é tão comparado com Harry Potter. Mas acalmem os nervos, fãs de ambas as séries, porque isso não é nem de longe uma coisa ruim.
Sim, tem semelhanças de personalidade dos dois, mas não é nem um pouco cópia. O que me ocorreu na leitura foi que, se Percy e Harry se conhecessem, teriam sido bons amigos. Ambos passaram a vida toda no escuro a respeito de sua verdadeira origem, e esse segredo só trouxe problemas. A diferença é que Percy tem sua mãe. E ela escondeu a verdade para protegê-lo. Mas é quase impossível proteger um meio-sangue.
Pois Percy, logo no começo do livro, transforma sua professora de Álgebra em pó. A partir daí, as coisas vão morro abaixo e Percy, coitado, acaba parando no acampamento meio-sangue, onde descobre que seu pai – que sua mãe tinha dito que morreu antes de ele nascer – é na verdade um deus do Olimpo. Legal, né?
Só que não.
Porque na verdade, Percy está sendo usado em uma guerra de deuses que ele nem sabia que existia, e sendo acusado de roubar o artefato mítico mais poderoso que existe. E agora com a ajuda de Anabeth e Grover, ele precisa achar o Raio Mestre de Zeus e provar que é inocente.
Uma das coisas que mais amei nesse livro foi o próprio Percy. Assim como Harry – do livro porque o filme NÉ – as dificuldades que ele passou fizeram dele uma pessoa irônica e divertida. Percy não é bobo, é corajoso, pensa rápido e não leva desaforo pra casa. Esse é o maior ponto a favor dele, porque toda sua audácia lhe coloca em problemas e os tira deles na mesma medida.
O livro é muito dinâmico. Tudo vai acontecendo muito rápido. Eu sentia que não podia piscar durante a leitura como se num filme, pois tinha coisas demais acontecendo. O ritmo do livro é tão gostoso que mesmo quando parece que nada demais está acontecendo, você fica se antecipando e pensando “aí tem coisa”.
Algumas coisas me pareceram desconexas durante a leitura, mas elas acabam ficando compreensíveis no final do livro, mais como um gancho para o próximo. Mas o final não me deixou desesperada pra ler Mar de Monstros, apesar de ter certeza que será tão bom quanto o primeiro livro. Foi bem fechadinho e as poucas coisas que ficaram no ar são explicitamente um cliffhanger.
Lendo Ladrão de Raios, eu percebi pela primeira vez uma coisa sobre meu sistema de leitura. Porque eu lia pendurada no ônibus, perdia as paradas e tinha que sair correndo, não conseguia largar. E percebi que todos os meus livros preferidos e TOP são assim – livros que não consigo largar, que desligam completamente o mundo do lado de fora, e me colocam tão dentro da história que me perco de mim e se você me perguntar meu nome naquele momento nem vou saber te responder.
A única diferença nesse caso é que eu não fiquei com medo de terminar. Explico: ao ler ACedE, eu não queria terminar. Faltando poucas páginas para o fim, eu ia deixando o livro de lado. O mesmo aconteceu quando eu li As Relíquias da Morte, em 2007. Porque quando um livro é tão bom, uma história, uma saga, eu simplesmente não consigo me forçar a dar adeus pros personagens. E no caso de Ladrão de Raios (assim como aconteceu depois com Cidade dos Ossos) eu voei pro final sem me preocupar apenas por saber que ainda não é o fim da história, só um breve intervalo.
Resumindo essa resenha longa e confusa: leiam Ladrão de Raios. Leiam mesmo. E vocês vão entender aquelas pessoas que parecessem grudadas no livro sem conseguir soltar.

5 comentários:

Ana Paula disse...

Hum, parece bom, mas vc sabe que num gosto mt de fantasia, com exceção óbvia de HP. Acho que eu gostaria desse livro^^. SÓ QUE séries me quebram o bolso demais. Ontem vi esse na Leitura e pensei em levar pq te disse que compraria um diferente, mas comprei o Sapatólatras Anonimas. Pena que tava caro =/ ai tinha outro lá que eu tb queria mt. Sabe a sensação de entrar na livraria sem dinheiro pra nada mas mesmo assim dar um jeito de comprar e sair de lá maquinando como fazer pra comprar os outros que, com dor no coração, teve que devolver pra estante? Aff
mas enfim, esse vai entrar pra lista então (que cresce cada dia mais)
bjs

Ana P

Ana Paula disse...

afuuuuu esqueci de dizer.. concordo. é difícil terminar um livro que gosta mt, eu tenho essa mania, por isso enrolo tanto pra ler. HP 7 foi beeeem difícil pq era o fim, acabou, the end. E acede??? Céus, o que foi aquilo???????? Aquele conflito de ser grata ao Green por ter feito aquela genialidade em forma de livro e ter criado o Gus ao mesmo tempo que sentia uma raiva extrema por ter matado ele, enquanto nao quer acabar o livro, JESUS. E tudo isso chorando e rindo....
mas o bom de livro é que sempre podemos recomeçar tudo. Se eu ler HP hj ou daqui 20 anos, é como se eu nem soubesse o que ia acontecer. Imaginar ele com 11 anos, depois com 15 entende? Ai ai..

Vanessa disse...

Este é o único livro do Rick Riordan que li, gostei da experiência, mas não me animei ler outros não, nem sei porque, hehe.

Beijokss

Van - Blog do Balaio

Larissa disse...

Nossa, eu também amei esse filme, mas os outros não muito. Eu li até o terceiro da série. É bem legalzinho, mas eu acho que tem livros melhores.

Beijos!
http://bagaco-de-laranja.blogspot.com

Mari disse...

ameeei a resenha, ele é o meu herói favorito (((((:
http://esquecerelembrar.blogspot.com.br/

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