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segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Bunny interrupted. -off topic -


**Esse post não é sobre livros, então pule se quiser. É sobre alguns rancores meus, e algumas opiniões polêmicas. Sério, se estiver sem paciência, nem leia. Se for pra sacanear, não leia também. Não vou te julgar se você sair fora agora.**
(Aqui está um gatinho pra te deixar alegrinho)



Então, eu ando num mau humor tremendo e quase deletando esse blog umas três vezes por semana. É, eu sei que vivo de mau humor. Não é preciso me dizer.
Aliás, nos últimos dias tem gente querendo regular minha vida onde menos interessa e, no que interessa, tem gente que não dá opinião quando eu peço. Mas isso é outra história. Como eu disse, mau humor mode on, just go with it.
A coisa é que eu tô dizendo isso aqui porque eu sei que muitos de vocês não me conhecem (e em que isso difere do facebook, é que a maioria de vocês obviamente não me conhece, enquanto no facebook as pessoas fingem que me conhecer sem falar comigo há anos. Once again, ranting.)
Mas me ocorreu que, como eu tenho feito nas outras redes sociais, eu achei bom eu dizer algumas coisinhas a meu respeito àqueles que não sabem pra que tenham oportunidade de procurar sua fortuna algures em vez de ficar me lendo. Claro que isso não me resume, mas vocês devem saber que:
1 - Sou feminista. De carteirinha.
2 - Piadas sexistas não têm graça pra mim, e quando vejo alguém fazer, corto relações.
3- O mesmo vale para qualquer tipo de preconceito. E em ambos os casos, não me venha com "é só uma piada". Piada virou carta de alforria de babaca, como li esses dias por aí.
4 - Apoio a Marcha das Vadias. Se você não sabe o que é, pesquise. Mas não venha me ofender um movimento pra mim sem saber do que tá falando. O próximo que disser "essas vagabundas lutando pelo direito de sair peladas" eu não vou corrigir, eu vou mandar catar coquinho.
5 - Eu tenho 24 anos no momento e nunca tive namorado nem pretendo no futuro próximo, muito menos ter filhos (eu meio que namorei duas pessoas e foi o mais próximo que cheguei de namorar e fim). Não, não é coisa de feminista """mal comida""". Nem posição política. Nem encalhe. Simplesmente não aconteceu de eu conseguir gostar de alguém que goste de mim, e honestamente, não vejo necessidade de sair caçando só porque meu relógio biológico tá no auge. ou seja:
a) Não precisa fazer cara de surpresa quando uma pessoa diz que não casou/não vai casar.
b) Não precisa orar por mim.
c) Não precisa me dizer que "eu vou encontrar alguém", "ainda não é a hora certa", porque sério, não preciso de consolo gente - a não ser que seja do tipo sexual, porque sim, faz falta mas não, não morro disso. Sou bem resolvida nesse aspecto POR INCRÍVEL QUE PAREÇA. Então se sua """preocupação""" é com minha falta de sexo, me compra um vibrador tá?
d) NUNCA, JAMAIS, EM HIPÓTESE ALGUMA me dê conselhos sobre como melhorar minha aparência, dizer que eu devo sair mais, perder alguns quilos, me maquiar, usar outro tipo de roupa ou qualquer mimimi desses. A não ser que vc seja um dos meus 3 amigos mais próximos, eu vou te mandar, sem dó nem piedade, tomar no c*. Eu não preciso que você me diga como viver minha vida só porque a SUA não é mais interessante e você tem que viver a Dorotéia pra ser feliz. SE eu quiser fazer alguma dessas coisas, acredite, eu sei como fazer. Eu só não quero.
6 - Eu tive anorexia e bulimia por alguns longos anos. Depois de um puta coração partido meu peso subiu mais e eu passei a variar entre bulimia e compulsão alimentar, até abandonar a bulimia depois de perder dois dentes permanentes por causa dela. Sim, compulsão alimentar é uma DOENÇA. Não é uma sem vergonhice. Não me diga que é "só" fazer dieta.
7 - Eu tenho além de depressão crônica, Transtorno de Personalidade Limítrofe. É uma DROGA, e provavelmente significa que eu jamais conseguirei ter um relacionamento saudável com os outros, nem comigo mesma, mas eu vou sobrevivendo. Faço terapia e tomo remedinho pra controlar ansiedade. Mas uma das piores coisas - pra quem tá de fora - é que eu cometo automutilação quando tô em crise, e não é bonito. Gente, eu sei que tenho probleminha. Portanto:
a) Perguntar que marcas são essas nos meus braços, juro, já seria ridículo se não fosse óbvio o que são. Dá pra ver o que são e não sei que graça tem me torturar - eu não quero te contar. Se você é clueless mesmo, fica o aviso: geralmente só tem uma resposta quando uma pessoa tem tantas cicatrizes paralelas e é uma resposta que a pessoa não quer dar.
b) Não me pergunte porque eu sou assim/faço isso. Acho que se eu soubesse a resposta, eu já teria meio caminho da terapia andado.
c) NUNCA JAMAIS EM HIPÓTESE ALGUMA tente me aconselhar ou me dizer o que fazer a respeito. Achar que é sem vergonhice ou burrice ou pior, vontade de aparecer, não é apenas desrespeitoso como também é maldade pura. Não fique encarando. Não fique questionando. E nunca, nunca mesmo, queira dar pitaco naquilo que lhe é desconhecido. Se quiser se esclarecer a respeito, seja educado e dê ao cutter o espaço para decidir ou não falar nisso.
8 - Sim, eu falo pra caramba e esmiuço assuntos. É isso que eu faço. Algumas pessoas dizem que sou intensa, eu acho que só tenho probleminha, ou talvez tenha tanta dificuldade de mergulhar nos meus pensamentos que quando mergulho demoro a voltar. O caso é: essa sou eu. Não tenho - já deu pra perceber por aqui - a menor intenção de me refrear pra agradar alguém. A não ser que eu goste muito de você. Colega, se eu começar a usar meias palavras contigo, sinta-se previlegiado.
Eu tenho um espaço na internet onde fazer esses rantings, mas resolvi dizer isso aqui porque tem me incomodado o tanto de gente se metendo na minha vida. E porque o mundo tá feio e toda vez que eu dou opinião, alguém fica de "mimimi você não tem senso de humor". Eu tenho senso de humor, o que algumas pessoas dizem é que não tem graça.
 E me irrita como as pessoas simplesmente evitam o que lhes convém, o que lhes incomoda, e fingem que não é com elas. E sei por experiência que as vezes é necessário, mas to de saco cheio.
E agora, de volta com a programação normal do blog.

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