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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

A Culpa é das Estrelas - John Green


Título Original: The Fault in our Stars
Ano:
 2012
Editora:
 Intrínseca
Páginas:
 283
Avaliação:
Em A Culpa é das Estrelas, Hazel é uma paciente terminal de 16 anos que tem câncer desde os 13. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante — o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos —, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico. Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas.
Eu relutei nas últimas semanas para fazer essa resenha. Quem leu sabe. Você pensa, você se desespera, você rascunha, mas parece que nada, nada do que a gente escreva é o suficiente pra falar de A Culpa é das Estrelas (ACedE daqui por diante). Houve um momento em que pensei em simplesmente jogar aqui a frase do Markus Zusak na capa do livro “Você vai rir, você vai chorar e vai querer ainda mais”. Porque foi o melhor jeito de resumir. Mas ao mesmo tempo, percebi que não ia conseguir escrever outras resenhas enquanto não tentasse superar ACedE. Vamos lá.


Esqueça tudo que você sabe sobre histórias de crianças com câncer. Esqueça o clichê do pobre paciente, lutador e frágil, que se esforça para vencer a malvada doença na esperança de um dia viver mais uma vida comum e ordinária. Não há nada, nada, absolutamente nada de comum e ordinário sobre Hazel e Augustus. E ao mesmo tempo, são pessoas que você poderia encontrar por aí, sem nunca imaginar o quão especiais são – e nem de longe por causa do câncer.
Ai, como é difícil! Como é difícil resenhar esse livro minha gente!
“Meus pensamentos são estrelas que eu não consigo arrumar em constelações”  (p.281)
Outra coisa importante sobre Hazel, que é quem narra o livro, é que ela é uma bookaholic. Ela tem um livro preferido, “Uma Aflição Imperial” (livro fictício) que na opinião dela é perfeito – exceto pelo final. O livro acaba, do nada, no meio de uma frase, deixando Hazel desesperada para saber, de uma vez por todas, o que acontece depois. Ela compartilha o livro com Augustus, que também não se conforma, e decide tentar realizar o sonho dela de descobrir do autor o destino dos personagens.
É difícil falar mais que isso sem spoilers. E é muito, muito difícil, transmitir o quanto esse livro é perfeito. Pra quem não leu, é só mais uma história de amor, com o agravante do câncer. Pra quem leu – é uma história linda e trágica, engraçada e triste, do tipo que causa um mudança no modo de pensar sobre a vida e o mundo. Enquanto Hazel e Augustus se conhecem e se apaixonam, nós nos apaixonamos pelas suas mentes  - prematuramente amadurecidas pelo câncer – pelo seu senso de humor ácido, pelo jeito simples e resignado de Hazel e pelo jeito sedutor e determinado de Gus.
“Você está tão ocupada sendo você mesma que não faz idéia de quão absolutamente sem igual você é.” (p. 117)
“Me apaixonei do mesmo jeito que alguém cai no sono: gradativamente, e de repente, de uma hora para outra.” (p. 118)
Eu não sou do tipo que gosta de colocar citações, mas é difícil explicar ACedE – e o impacto que tem – para quem não está acostumado com o ícone nerd John Green. Metade das coisas que ele diz me dão vontade de passar caneta marca-texto e sair colando na cara das pessoas na cidade.
Enfim. Cheguei no ponto em que, é, aceitei que já disse tantas vezes que estou sem palavras que me fiz entender. E aceitei que disse tudo que conseguia, por mais que seja capaz de dizer o quanto esse livro é perfeito até o fim dos dias.
A avaliação, claro, ficou em cinco coelhinhos, porque é o máximo do blog. Mas por mim eu dava coelhinhos infinitos, só que aí ninguém ia conseguir ler nada aqui.
Um aviso que posso te dar se você chegou até aqui e resolveu ler é: pegue uma caixa de lenços. Sério. Você VAI chorar. Mas vai rir também. E vai se emocionar como nunca antes. Eu sei, é difícil de confiar vindo de uma pessoa que chora com quase tudo que lê, mas vai por mim. Você nunca leu nada como ACedE.
E eu vou ficar por aqui, porque só de ler as citações pra postar aqui, já começo  chorar de novo. Você pode me achar doida por ficar tão abalada por personagens fictícios, mas quero ver se sua opinião continuará a mesma depois de passar pela experiência transformadora que é a leitura de ACedE.

“Você me deu uma eternidade dentro dos nossos dias numerados, e sou muito grata por isso.” (p.235)

8 comentários:

Bianca disse...

Eu preciso taaanto ler esse livro! É o livro que eu mais desejo nesse momento.
Adorei a resenha!

Beijos, Bi
http://behindenemyline8.blogspot.com/

Lele disse...

Lindaaaaaaaaaaa sua resenha ♥
Vim aqui ver porque você disse que também tinha feito. E foi uma coisa muito boa ter vindo, além da resenha maravilhosa, ainda conheci seu blog!!
Parabéns sua linda!!!
Desejo muito, muito sucesso!!!!

Bjkas


Alessandra Tapias
http://topensandoemler.blogspot.com.br/

Ana Paula disse...

Ain, pois é.
Vc insistiu tanto pra que eu lesse que eu pensei "deve mesmo ter algo de especial nesse livro". E concordo... o livro é perfeito, é maravilhoso, é genial, é incrível. E passei a maior parte dele sem chorar e até achei que tu tinha exagerado, mas quando li vc-sabe-qual-trecho QUASE MORRO. E até agora estou abalada e sem acreditar. No fim, achei injusto e nem conhecia esse tal de Green e já tenho raiva dele PQ ELE FEZ ISSO COMIGO!!! Como ele conseguiu me abalar tanto com sua história e me deixar tão sensível, tão frágil e tão sem chão após ler a última frase. Acho que ele escreveu esse livro sem pensar mt bem nas consequencias e no impacto que teria na vida das pessoas. Mas voltando (chorando), eu enrolo demais pra ler pq quando gosto de uma história não quero terminar depressa, quero ficar mais tempo com ela. Mas com ACedE eu lia uma página por dia pq Hazel e Augustus são personagens que tomam conta da vida de quem lê. E eles são tão adoráveis, tão encantadores...
É dificil comentar, a gente fala fala fala mas não consegue dizer tudo o que quer. Só acho que é uma dádiva poder ler um livro assim. Realmente, livro nenhum se compara, nunca li nada igual e acho que nunca vou ler. Dá vontade de comprar milhoes de exemplares e distribuir aleatoriamente pq TODO MUNDO TEM QUE LER. embora tenha gente que não merece essa experiencia fantástica.
Deixa ver que mais tem pra falar...
olha, quando olho ele na minha prateleira dá uma pontada no coração mas ao mesmo tempo me sinto privilegiada por te-lo lido. E te agradeço por ter me indicado tão efusivamente esse livro, vc estava certa... é a coisa mais linda que eu já vi na vida.

eu sei que se alguem ler esse comentário vai me chamar de exagerada, mas eu JURO que não é exagero, ELE É ABSOLUTAMENTE PERFEITO e amo Augustus e Hazel.

Preto no Branco disse...

Com certeza você se desespera, SHUAHUSA, postei a resenha do livro lá no blog hoje, e, cara, nunca demorei tanto para fazer uma resenha :O Foi assustador, eu escrevia e apagava, escrevi de novo e apagava mais uma vez, HUSAHUSA, sem fim!
Esse livro é maravilhooooso! kkk
Morri de chorar, rs.
Beeijo,tô seguindo!

Gih Figueiredo disse...

AIIII EU QUEROOOOOOOOOOO!!!! Pri, eu vi esse livro várias vezes e não havia me interessado nele. Só que agora, depois de ler sua resenha - que me deixou com os olhos cheios d'água - eu PRECISO ler A Culpa é das Estrelas!
*--*
Parabéns pelo post! Vou fazer um esforcinho para ler esse livro o mais rápido possível...
Abraços!

http://gihfigueiredo.blogspot.com.br

Taty disse...

O livro é simplesmente lindo, sem palavras é de rir e chorar

bjos

Gabriela A. disse...

Oii
Eu ainda não li o livro, mas a cada resenha que leio fico mais curiosa. Parece que A Culpa é das Estrelas conquistou a todos. Espero que me conquiste também!

Beijos,
http://pitadadecultura.blogspot.com.br/

Caleb Henrique disse...

O que eu posso falar sobre A Culpa é das Estrelas? Como pode ser possível colocar em palavras cada sentimento que este livro me proporcionou (que, acredite, não foram poucos)? Pois é, é impossível.
Mas este foi um dos livros que mudaram minha vida e um dos que eu vou guardar, olhar com carinho e reler por milhares de vezes (amém) durante a vida.
Chorei, ri, chorei mais, ri ainda mais, fiz os dois ao mesmo tempo e ainda quero mais, muito mais. Levarei a Hazel e o Gus comigo para sempre. Mas, puxa vida, olha eu me prolongando por aqui.Sou tagarela, não é? Mas eu sei que você gosta! haha.
De qualquer modo, ABACAXI!

E como há braços, abraços.
Caleb Henrique - Viajante Literário.

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