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quarta-feira, 4 de julho de 2012

Sorte ou Azar - Meg Cabot

Título Original: Jinx
Ano: 2008
Editora: Galera Record
Páginas: 285
Avaliação:



A falta de sorte parece perseguir Jinx onde quer que ela vá — e por isso ela está tão animada com a mudança para a casa dos tios, em Nova York. Talvez, do outro lado do país, Jinx consiga finalmente se livrar da má sorte. Ou, pelo menos, escape da confusão que provocou em sua pequena cidade natal. Mas logo ela percebe que não é apenas da má sorte que está fugindo. É de algo muito mais sinistro... Será que sua falta de sorte é, na verdade, um dom, e a profecia sob a qual ela viveu desde o dia que nasceu é a única coisa que poderá salvá-la?
Bom, pra começar já com pé direito, aqui vai a resenha - livre de spoilers - de Sorte ou Azar, o livro que a Ana Paula escolheu, rs. Esse foi um dos primeiros livros da Meg que eu li. Afortunadamente, era o único livro dela que eu tinha na época que ela veio pro Brasil - e aquele que tem o autógrafo dela. Só pra constar, se alguém se interessar: os dois minutos que passei do lado da Meg foram os dois minutos da minha vida onde toda minha capacidade de falar inglês subitamente evaporou pra Nárnia. 
Anyways, sobre o livro.
Jean é uma garota legal, de dezesseis anos, filha de uma pastora. Até aí, nada demais. A única coisa muito incomum sobre ela é que a má sorte parece segui-la desde o dia que nasceu. Tanto que a família colocou nela o apelido de Jinx - que em inglês quer dizer "pé frio". O livro já começa com Jinx se mudando para Nova York, para morar com os tios, sem falar muito dos verdadeiros motivos que a levaram para lá – a gente só sabe que coisa boa não foi. A má sorte continua com ela - tanto que sua prima, Tory ,que costumava ser sua grande amiga na infância agora é uma patricinha maldosa que mal aguenta olhar pra ela. Essa é só a primeira de uma série de coisas que parece provar que Jean é mesmo pé frio. Mas depois de um pequeno acidente envolvendo a má sorte de Jinx, sua tendência a estar sempre no lugar errado na hora errada e Zach, o garoto da casa ao lado - que, pra "sorte" dela, é o amor da prima – Tory fica convencida de que Jinx tem o poder da magia, que segundo a lenda, corre no sangue da família. E decide que se a prima não está com ela, está contra ela. Sou meio suspeita pra falar desse livro porque amo a Meg, mas vamos lá. Jinx é ótimo. Mesmo. A história é naquele estilo em primeira pessoa muito comum nos livros da Meg, o que eu gosto por deixar a leitura mais leve, mais informal. As vezes eu acho que a Jinx força um pouco a barra - TUDO pra ela parece um sinal de má sorte, mas não a culpo porque se até sua família te chama de Jinx, a coisa deve estar feia. Uma coisa que me incomodou um pouco na primeira leitura é que algumas reações dela, até certa altura do livro, parecem não ter explicação. Ela parece meio surtada, nervosa demais, e reage estranhamente quando você menos espera. Até um certo ponto, eu estava me irritando por não entender. Mas vale a pena. Porque depois que o pequeno segredinho da Jinx vem a tona, tudo que aconteceu até então faz sentido. Curto livros que me dão aquela sensação de "ahhhhhh", mas quando isso acontece em um livro em primeira pessoa é meio arriscado. Ainda assim. Outro probleminha é que é um livro sem continuação. Eu sei, nem todo livro é série, mas eu realmente achei que poderia ter. O problema, na minha opinião, é que o fim foi meio apressado. Não caí naquela resolução e acho que a Meg deu uma enfeitada pra não precisar fazer um segundo livro. Como eu disse, ainda assim, o livro é ótimo. Os personagens são fantásticos, você se apega fácil a eles, Jinx não é – nem de longe – uma mocinha frágil e indefesa, assim como os outros personagens, que poderiam ser rasos em um livro como esse, não são. E apesar de previsível, o desenrolar da história é bem escrito, como a grande maioria dos livros da Meg. Mesmo você sabendo o que vai acontecer, se pega torcendo pelos personagens. Porém, o livro ainda é previsível. Então não pegue esperando nada extraordinário. É aquele tipo de leitura gostosa, pra um fim de tarde de férias, pra relaxar mesmo. E pra quando você quer acreditar um pouquinho em magia.

4 comentários:

Iasmin Guimarães disse...

Oi Bunny,
é a Iasmin lá do chat e tal.

Então, já ouvi falar bastante dessa autora, mas nunca parei pra ler algum livro dela. Adorei a resenha ^^

Bjs :3

Jooy Constantino disse...

Priii boa sorte com o blog, sério mesmo *-*
e sobre o livro, nunca li ele, mas parece ser bem interessante, na verdade nunca li nada da Meg, tenho super curiosidade de ler :3

http://chuvadeverão.freetzi.com

Palavras Vagabundas disse...

Nunca li Meg Cabot! Quem sabe use sua sugestão para o mês de férias, rs
abs
Jussara

Caleb Henrique disse...

Para ser honesto o máximo que li da Meg até hoje foi um conto, presente no livro Formaturas Infernais, que por sinal é um dos meus contos preferidos do livro. E depois de sua resenha, livre de spoilers, fiquei com uma inquietação. Ler ou não ler? Decidi apostar. Então, assim que sobrar uma grana, separo meu exemplar.
No mais, obrigado pela ótima resenha. Sorte com o blog! :)

E como há braços, abraços.
Caleb Henrique
Viajante Literário

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